quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Empreendimento materno - afinal, como é?

Entrar no mercado de trabalho depois de ser mãe é algo que acaba sempre exigindo mais reflexão! Se antes vivíamos por nós mesmas, hoje nossa vida não é mais só nossa.. E é por eles, para exercer uma maternagem mais ativa que grande parte das mulheres tomam a decisão de trabalhar em casa.
Comigo não foi diferente! Quando Beatriz nasceu, quase 12 anos atras, precisei me reinventar para conseguir ficar junto dela em tempo integral. Com o nascimento do Natan, nasceu também o blog, e com ele vieram algumas encomendas para pessoas que não eram do meu círculo de amizades...
Com o nascimento das gêmeas, optei por pausar. Fiquei 2 anos sem trabalhar, focando apenas nas crianças. Foi preciso, foi importante e foi assim que escolhi!
Elas já estão crescidinhas, e apesar de ainda mamarem em livre demanda, já dá pra começar a conciliar com outras atividades.
E assim estamos voltando... com muita calma e muita alma!
Com costurices e pausas para brincarmos todos juntos na casinha de cobertor no meio do ateliê/quartinho. Com mini ajudantes revesando soneca e com 2 super ajudantes expert's no assunto que dão prazer com sua companhia. São muitas noites de trabalho intenso no intervalo das mamadas, são algumas manhãs de preguiça na cama por ter dormido apenas 3 horas no dia todo. É uma rede de apoio presente para que tudo dê certo!







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sábado, 14 de outubro de 2017

Outubro Rosa

"Você sabia que a forma mais efetiva de combater o CÂNCER DE MAMA é amamentando?
E que a amamentação como prevenção é do tipo resposta-dose, ou seja, a cada ano de amamentação as chances de desenvolver câncer de mama diminuem drasticamente?
Um estudo chegou a mensurar: até 11
meses de amamentação, redução de 66%; além dos 24 meses em até 87% e acima dos 36 meses, em 94%
#AmamentarParaPrevenir.
Resumindo: amamente e se toque, são as melhores formas de prevenir!"
Via: @plantao_materno

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A arte de escrever...

9 de abril de 2017 - Domingo chuvoso

Na compra dos materiais escolares, meu menino não titubeou ao escolher o caderno dos personagens do desenho ''Alvin e os esquilos'. Não sei se ele se identifica com algum personagem, mas eu, sem dúvidas sim! Não só pelos desdobramentos que se precisa fazer para dar conta de uma turma de 6 {seja ela composta por 2 trios de esquilos ou uma dupla canina e um quarteto de mini-humanos} mas também por chamar o nome dos filhos 9 zilhões de vezes no mais alto tom que minhas cordas vocais conseguem atingir sem estourar, todo santo dia {sem aliviar nem mesmo em dia santo!}. Isto sem dúvidas me aproxima do Dave...
A história do meu menino na escola, certamente daria uma trilogia, com participações pra lá de especiais, afinal, se tem uma coisa que esse guri sabe ser nessa vida é especial! Ô carinha incrível! No livro atua, estamos num capítulo tenso, seu título não faz sentido para o menino, parece mais um emaranhado de riscos... se chama Caligrafia.
Se por um lado eu amava a arte da caligrafia, meu filho por sua vez, a detesta! Tem uma leitura maravilhosa, escreve em 'letra palito' de forma bem compreensível, contudo, se recusa a escrever {e as vezes até mesmo ler} as letras 'emendadas'

Seres humanos e suas particularidades!!

Me lembro pouco de quando tinha a idade dele. Aos 7 anos mudei de cidade por conta da separação dos meus pais, e isso deve ter bloqueado um pouco minhas memórias! Mas me recordo perfeitamente de ficar observando meus colegas novos na sala de aula escreverem em seus cadernos e livros. A forma de segurar o lápis me chamava atenção! Uma menina loirinha, tímida, segurava o lápis virando a mão como se tentasse proteger sua letra miudinha e arredondada em uma conchinha; outro menino, canhoto, segurava seu lápis de borracha na ponta entre os dedos indicador e médio, de uma forma que nunca mais vi igual!Ele escrevia rapidinho, e era dele que eu copiava com frequência por me atrasar enquanto ficava admirada olhando os outros copiarem.

Amava ver a letra da minha mãe, era uma letra muito peculiar. E até hoje nunca encontrei alguém que tivesse a letra sequer parecida. Na minha adolescência, minha mãe cursava faculdade de pedagogia, e precisei passar muita caligrafia para conseguir 'emendar' a letra e assim estar apta para alfabetizar seus alunos em sala de aula.
Nesse mesmo período, eu e uma amiga da mesma sala, aprendemos formas alternativas de nos comunicarmos. Eramos muito criativas, usávamos desde linguagem de sinais, código morse, língua do pê e também escrevíamos de trás para frente, assim os bilhetinhos que circulavam rapidamente pela sala não eram facilmente desvendados.

Adorava criar letras diferentes da minha, cheguei a falsificar a assinatura do meu pai em uma prova do 9º ano {8ª série, na época}. O que me trouxe sérios problemas com a diretora do colégio!
Eu, que no livro da vida do meu menino, sou mera expectadora, só posso ficar na torcida para que o encantamento pelas letras chegue logo, e que sua letra seja tão linda e única quanto é o seu coração.
Enquanto a magia não acontece, ajudo-o a desenhar seus primeiros rascunhos, demonstrando confiança e respeito pelo tempo dele!



terça-feira, 29 de novembro de 2016

A roda da vida...

Uma das coisas que me fazia adiar os planos de uma nova gravidez sem dúvidas, era a minha rede de apoio Fraca e pequena, eu sabia que nem sempre conseguiria me segurar quando a luz me faltasse e eu caísse com 1 bebê no colo, em queda livre. Então me vejo grávida, não de 1 mas de 2 (DOIS) bebês.

A mãe natureza é fanfarrona, ela nos ensina pregando peças... Isso é fato!E depois que as gêmeas vieram, não só eu, mas muita gente próxima aprendeu muito com essa experiência (louca).
Já ouvi diversas vezes de quem me acompanha pelas redes sociais {como blog, facebook ou mesmo quem tem um relacionamento mais superficial} que eu me expresso bem, que sou uma mulher super segura e confiante. Mas nem sempre é assim!!Luto comigo mesma para que eu consiga me comunicar cada vez mais e melhor.

A minha maior dificuldade é pedir ajuda! Gente, não é que eu não goste de ajuda, eu simplesmente não aprendi a pedir, e na maioria das vezes nem mesmo as pessoas mais próximas de mim conseguem perceber isso!

Dentro de casa {tanto da casa onde nasci, quanto da casa que construí} sempre fui muito independente e muito autoritária e isso acaba sendo facilmente confundido com auto suficiência, principalmente por nós mesmos.
Durante a gravidez e os primeiros meses da minha primeira filha, morei na casa dos meus pais. Nosso relacionamento estava bem desgastado {olha os respingos de uma gravidez não planejada aí minha gente} e assim que pude fui embora! Primeiro para a casa da sogra, e 2 meses depois, pra bem longe!!

Assim nos mantivemos por mais de 10 longos anos... Morando bem longe uma da outra. Como tudo na vida é cíclico {pelo menos eu acredito que assim seja} a roda da vida fez sua mágica e eu, estou prestes a ser vizinha dos meus pais.


Casa Amarela ao fundo, enquanto construia a Casa Lago


Evitei de pensar nisso durante algumas semanas, porque não pensar é um mecanismo de defesa. Evita meia dúzia de ilusões e frustrações. Mas agora não há como conter! A placa da imobiliária já foi retirada, no grupo do whatsapp da família já foram postadas diversas fotografias das zilhões de caixas que acomodam 10 anos de vivências longe do pago, e eu, imediatista que sempre fui já me pego planejando o que vou fazer nas horas em que meus filhos estarão desfrutando da companhia dos meus pais...