sábado, 14 de outubro de 2017

Outubro Rosa

"Você sabia que a forma mais efetiva de combater o CÂNCER DE MAMA é amamentando?
E que a amamentação como prevenção é do tipo resposta-dose, ou seja, a cada ano de amamentação as chances de desenvolver câncer de mama diminuem drasticamente?
Um estudo chegou a mensurar: até 11
meses de amamentação, redução de 66%; além dos 24 meses em até 87% e acima dos 36 meses, em 94%
#AmamentarParaPrevenir.
Resumindo: amamente e se toque, são as melhores formas de prevenir!"
Via: @plantao_materno

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A arte de escrever...

9 de abril de 2017 - Domingo chuvoso

Na compra dos materiais escolares, meu menino não titubeou ao escolher o caderno dos personagens do desenho ''Alvin e os esquilos'. Não sei se ele se identifica com algum personagem, mas eu, sem dúvidas sim! Não só pelos desdobramentos que se precisa fazer para dar conta de uma turma de 6 {seja ela composta por 2 trios de esquilos ou uma dupla canina e um quarteto de mini-humanos} mas também por chamar o nome dos filhos 9 zilhões de vezes no mais alto tom que minhas cordas vocais conseguem atingir sem estourar, todo santo dia {sem aliviar nem mesmo em dia santo!}. Isto sem dúvidas me aproxima do Dave...
A história do meu menino na escola, certamente daria uma trilogia, com participações pra lá de especiais, afinal, se tem uma coisa que esse guri sabe ser nessa vida é especial! Ô carinha incrível! No livro atua, estamos num capítulo tenso, seu título não faz sentido para o menino, parece mais um emaranhado de riscos... se chama Caligrafia.
Se por um lado eu amava a arte da caligrafia, meu filho por sua vez, a detesta! Tem uma leitura maravilhosa, escreve em 'letra palito' de forma bem compreensível, contudo, se recusa a escrever {e as vezes até mesmo ler} as letras 'emendadas'

Seres humanos e suas particularidades!!

Me lembro pouco de quando tinha a idade dele. Aos 7 anos mudei de cidade por conta da separação dos meus pais, e isso deve ter bloqueado um pouco minhas memórias! Mas me recordo perfeitamente de ficar observando meus colegas novos na sala de aula escreverem em seus cadernos e livros. A forma de segurar o lápis me chamava atenção! Uma menina loirinha, tímida, segurava o lápis virando a mão como se tentasse proteger sua letra miudinha e arredondada em uma conchinha; outro menino, canhoto, segurava seu lápis de borracha na ponta entre os dedos indicador e médio, de uma forma que nunca mais vi igual!Ele escrevia rapidinho, e era dele que eu copiava com frequência por me atrasar enquanto ficava admirada olhando os outros copiarem.

Amava ver a letra da minha mãe, era uma letra muito peculiar. E até hoje nunca encontrei alguém que tivesse a letra sequer parecida. Na minha adolescência, minha mãe cursava faculdade de pedagogia, e precisei passar muita caligrafia para conseguir 'emendar' a letra e assim estar apta para alfabetizar seus alunos em sala de aula.
Nesse mesmo período, eu e uma amiga da mesma sala, aprendemos formas alternativas de nos comunicarmos. Eramos muito criativas, usávamos desde linguagem de sinais, código morse, língua do pê e também escrevíamos de trás para frente, assim os bilhetinhos que circulavam rapidamente pela sala não eram facilmente desvendados.

Adorava criar letras diferentes da minha, cheguei a falsificar a assinatura do meu pai em uma prova do 9º ano {8ª série, na época}. O que me trouxe sérios problemas com a diretora do colégio!
Eu, que no livro da vida do meu menino, sou mera expectadora, só posso ficar na torcida para que o encantamento pelas letras chegue logo, e que sua letra seja tão linda e única quanto é o seu coração.
Enquanto a magia não acontece, ajudo-o a desenhar seus primeiros rascunhos, demonstrando confiança e respeito pelo tempo dele!



terça-feira, 29 de novembro de 2016

A roda da vida...

Uma das coisas que me fazia adiar os planos de uma nova gravidez sem dúvidas, era a minha rede de apoio Fraca e pequena, eu sabia que nem sempre conseguiria me segurar quando a luz me faltasse e eu caísse com 1 bebê no colo, em queda livre. Então me vejo grávida, não de 1 mas de 2 (DOIS) bebês.

A mãe natureza é fanfarrona, ela nos ensina pregando peças... Isso é fato!E depois que as gêmeas vieram, não só eu, mas muita gente próxima aprendeu muito com essa experiência (louca).
Já ouvi diversas vezes de quem me acompanha pelas redes sociais {como blog, facebook ou mesmo quem tem um relacionamento mais superficial} que eu me expresso bem, que sou uma mulher super segura e confiante. Mas nem sempre é assim!!Luto comigo mesma para que eu consiga me comunicar cada vez mais e melhor.

A minha maior dificuldade é pedir ajuda! Gente, não é que eu não goste de ajuda, eu simplesmente não aprendi a pedir, e na maioria das vezes nem mesmo as pessoas mais próximas de mim conseguem perceber isso!

Dentro de casa {tanto da casa onde nasci, quanto da casa que construí} sempre fui muito independente e muito autoritária e isso acaba sendo facilmente confundido com auto suficiência, principalmente por nós mesmos.
Durante a gravidez e os primeiros meses da minha primeira filha, morei na casa dos meus pais. Nosso relacionamento estava bem desgastado {olha os respingos de uma gravidez não planejada aí minha gente} e assim que pude fui embora! Primeiro para a casa da sogra, e 2 meses depois, pra bem longe!!

Assim nos mantivemos por mais de 10 longos anos... Morando bem longe uma da outra. Como tudo na vida é cíclico {pelo menos eu acredito que assim seja} a roda da vida fez sua mágica e eu, estou prestes a ser vizinha dos meus pais.


Casa Amarela ao fundo, enquanto construia a Casa Lago


Evitei de pensar nisso durante algumas semanas, porque não pensar é um mecanismo de defesa. Evita meia dúzia de ilusões e frustrações. Mas agora não há como conter! A placa da imobiliária já foi retirada, no grupo do whatsapp da família já foram postadas diversas fotografias das zilhões de caixas que acomodam 10 anos de vivências longe do pago, e eu, imediatista que sempre fui já me pego planejando o que vou fazer nas horas em que meus filhos estarão desfrutando da companhia dos meus pais...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Eu, eu mesma, eu com câncer... PARTE I



Desde quando descobri o câncer venho refletindo sobre o que realmente é essencial na vida. Até este evento, minha vida seguia conforme o esperado aos padrões dessa sociedade: jovem, saudável, bonita, graduada, concursada pública, vida financeira estável (com conforto, mesmo que sem luxo), casada e planejando os filhinhos. Tudo dentro do que a sociedade considera desejável e “normal” na vida das pessoas.
Entretanto, ao me descobrir com uma doença grave, ainda mais um câncer, com todos os seus medos e tabus, me deparei com a grande vulnerabilidade humana: nossa pequenez diante da Vida e com isso a constatação de que tudo que é material e exterior nos pode ser tirado da noite para o dia. De uma hora para outra podemos perder a saúde, a beleza, o dinheiro, o emprego, o prestígio social e tudo aquilo que talvez passamos horas, dias, anos ou décadas nos dedicando.
É como se me deparasse com minha humanidade, porque a possibilidade da nossa finitude nos convoca a encarar a realidade de que somos seres humanos frágeis, limitados, pequenos diante das Leis que regem o Universo. Todos, sem distinção – do rei ao mendigo – essa é realidade dura: de que não temos controle sobre as Leis da Vida e que a única certeza que temos é a da morte, por mais que insistamos em viver como se ela nunca fosse nos alcançar.
Diante de tudo isso, pergunto: o que realmente importa? Se tudo o que é externo, aparente e material é perecível e temporário, o que realmente importa na vida?
Alguns dirão: O que importa é ser feliz! Mas o que é felicidade? Se vemos um mundo em que as pessoas buscam incessantemente e a qualquer custo ter “sucesso” que é sinônimo de dinheiro, beleza, prestígio social, poder, e tudo aquilo que inflama o ego. Será que nosso conceito de felicidade não está equivocado? Se colocamos aí a nossa fonte de felicidade, ela também será temporária, perecível, como o são todas estas coisas...
Essa “perfeição” que a sociedade exige que tenhamos em todos os aspectos da vida nos faz loucos em busca de uma promessa irreal e falsa de felicidade. Todos já tiveram a sensação de obter algo material que queria muito e após conquistar e ter um instante de felicidade, qual a sensação? OK, e agora? – vazio – nova meta. Ou seja, é interminável, insaciável essa busca. Como o viciado que nunca se satisfaz, sempre quer mais e mais...
Então o que realmente importa na vida? Tenho refletido muito sobre o amor, que damos e recebemos. Porque quando estamos nessa situação de doença, nós e os outros sentimos emoções muito fortes, intensas, medos... E nesse momento demonstramos (a as vezes redescobrimos) o quanto amamos aquele familiar, o companheiro ou companheira. Parece que cai o “véu” do personagem que representamos nesta sociedade para sermos nós mesmos, na nossa essência, pequenos e vulneráveis. Alguém que admite precisar do outro, e o outro que admite precisar de ti. Viver estas emoções, estes sentimentos, não tem preço. Nessas horas sentimos paz no coração, sentimos alegria, nos sentimos vivos.
Mas será que precisamos esperar estes momentos emocionalmente fortes como doença, morte de um ente querido, etc., para demonstrarmos estes sentimentos? Para “baixarmos a guarda” e conseguirmos dizer: eu preciso de você, eu te amo? Para termos atitudes de cuidado, proteção, gentileza, carinho? Quantas oportunidades estamos perdendo todos os dias? E a má notícia é que o tempo é implacável. Ele não volta... (continua...)

Thaise Da Rocha Ferraz


24 de setembro às 14:52 ·

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amo mais do que chocolate!

Se existe uma coisa que se espalhou depois do avanço da tecnologia e do amplo acesso à internet, foram sem duvidas as frases de impacto!

Não lembro quando foi que ouvi pela primeira vez a frase comparativa que se tornou título do post de hoje, nem quando foi a última! Ela é usada por crianças com seus sotaques encantadores de quem está descobrindo as maravilhas da linguagem oral assim como por pessoas com idade suficiente para terem seus cabelos embranquecidos pelas experiências da vida...

Comi {fui intoxicada} pela primeira vez um chocolate aos 3 meses de idade, meu pai {que hoje não faz mais dessas} que ama ver crianças comendo me deu um ''Lolo" e eu nunca mais consegui apagar essa memória base! Ali, antes mesmo de ter um único dente na boca, já havia sido enfeitiçada pelo mestre dos magos... O chocolate!




Na adolescência assumi publicamente que era chocólatra! Fazíamos vaquinha de moedas entre os amigos para comprar leite condensado {todas as tardes} pra que eu fizesse brigadeiro {que aqui em São Borja se chama 'negrinho'} pra galera comer de colher...
Vivemos em um mundo que nos propõe uma ''socialização gastronômica"... 90% das comemorações envolvem comida, e eu, boa de garfo que sempre fui, adorava compensar minha fragilidade emocional no prato! Fosse ele de doce ou salgado.

Nunca em minha vida, nesses quase 30 anos no planeta Terra consegui fazer dieta! O amor ao corpo escultura, ao gatinho que estava sendo conquistado, aos elogios que toda leonina gosta de ganhar nunca foram maiores do que o meu amor pelo chocolate!

Mas a maternidade é algo que te deixa exposta diversas vezes, é na chegada de um novo ser que nos vemos obrigadas a nos despirmos de pré-conceitos, de criarmos novos hábitos mais saudáveis... Numa dessas batalhas, me vi encurralada! Ou largava de mão o escudo que o chocolate {pizza, lasanha, tortas, doces e afins..} representava e controlava realmente a dieta, ou teria que parar de amamentar.

Como a 2ª opção nunca foi levada em consideração, me joguei de cabeça numa dieta restritiva, e nos 7 primeiros meses, não houve sequer 1 deslize!
Aprendi inúmeras receita novas, acessíveis. Deixei de lado o pensamento de que tudo seria absurdamente mais caro e sem gosto. Passei a perceber que aquilo que eu tanto prezava no inicio da minha vida como mãe estava se perdendo... Um mundo novo se abriu pra mim, aprendi a fazer boas substituições {inclusive substituí 25kg pelas calças 36/38 da minha irmã}

Algumas dessas receitas quero dividir com vocês aqui no blog, são fantásticas e o melhor de tudo, são seguras para um alérgico comer {ou uma nutriz de alérgico}

Muitas pessoas me perguntam quando as meninas vão poder 'comer normalmente', e se há um tratamento ou remédio que elas possam tomar. A dieta faz parte do tratamento!! O leite materno também, nele tem anticorpos importantes para a saúde das meninas! Não sei se elas vão deixar de serem APLV, se a cura da alergia chegará ou quando isso acontecerá...

De tudo isso, a única certeza que tenho é que as amo mais do que chocolate!