terça-feira, 29 de novembro de 2016

A roda da vida...

Uma das coisas que me fazia adiar os planos de uma nova gravidez sem dúvidas, era a minha rede de apoio Fraca e pequena, eu sabia que nem sempre conseguiria me segurar quando a luz me faltasse e eu caísse com 1 bebê no colo, em queda livre. Então me vejo grávida, não de 1 mas de 2 (DOIS) bebês.

A mãe natureza é fanfarrona, ela nos ensina pregando peças... Isso é fato!E depois que as gêmeas vieram, não só eu, mas muita gente próxima aprendeu muito com essa experiência (louca).
Já ouvi diversas vezes de quem me acompanha pelas redes sociais {como blog, facebook ou mesmo quem tem um relacionamento mais superficial} que eu me expresso bem, que sou uma mulher super segura e confiante. Mas nem sempre é assim!!Luto comigo mesma para que eu consiga me comunicar cada vez mais e melhor.

A minha maior dificuldade é pedir ajuda! Gente, não é que eu não goste de ajuda, eu simplesmente não aprendi a pedir, e na maioria das vezes nem mesmo as pessoas mais próximas de mim conseguem perceber isso!

Dentro de casa {tanto da casa onde nasci, quanto da casa que construí} sempre fui muito independente e muito autoritária e isso acaba sendo facilmente confundido com auto suficiência, principalmente por nós mesmos.
Durante a gravidez e os primeiros meses da minha primeira filha, morei na casa dos meus pais. Nosso relacionamento estava bem desgastado {olha os respingos de uma gravidez não planejada aí minha gente} e assim que pude fui embora! Primeiro para a casa da sogra, e 2 meses depois, pra bem longe!!

Assim nos mantivemos por mais de 10 longos anos... Morando bem longe uma da outra. Como tudo na vida é cíclico {pelo menos eu acredito que assim seja} a roda da vida fez sua mágica e eu, estou prestes a ser vizinha dos meus pais.


Casa Amarela ao fundo, enquanto construia a Casa Lago


Evitei de pensar nisso durante algumas semanas, porque não pensar é um mecanismo de defesa. Evita meia dúzia de ilusões e frustrações. Mas agora não há como conter! A placa da imobiliária já foi retirada, no grupo do whatsapp da família já foram postadas diversas fotografias das zilhões de caixas que acomodam 10 anos de vivências longe do pago, e eu, imediatista que sempre fui já me pego planejando o que vou fazer nas horas em que meus filhos estarão desfrutando da companhia dos meus pais...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Eu, eu mesma, eu com câncer... PARTE I



Desde quando descobri o câncer venho refletindo sobre o que realmente é essencial na vida. Até este evento, minha vida seguia conforme o esperado aos padrões dessa sociedade: jovem, saudável, bonita, graduada, concursada pública, vida financeira estável (com conforto, mesmo que sem luxo), casada e planejando os filhinhos. Tudo dentro do que a sociedade considera desejável e “normal” na vida das pessoas.
Entretanto, ao me descobrir com uma doença grave, ainda mais um câncer, com todos os seus medos e tabus, me deparei com a grande vulnerabilidade humana: nossa pequenez diante da Vida e com isso a constatação de que tudo que é material e exterior nos pode ser tirado da noite para o dia. De uma hora para outra podemos perder a saúde, a beleza, o dinheiro, o emprego, o prestígio social e tudo aquilo que talvez passamos horas, dias, anos ou décadas nos dedicando.
É como se me deparasse com minha humanidade, porque a possibilidade da nossa finitude nos convoca a encarar a realidade de que somos seres humanos frágeis, limitados, pequenos diante das Leis que regem o Universo. Todos, sem distinção – do rei ao mendigo – essa é realidade dura: de que não temos controle sobre as Leis da Vida e que a única certeza que temos é a da morte, por mais que insistamos em viver como se ela nunca fosse nos alcançar.
Diante de tudo isso, pergunto: o que realmente importa? Se tudo o que é externo, aparente e material é perecível e temporário, o que realmente importa na vida?
Alguns dirão: O que importa é ser feliz! Mas o que é felicidade? Se vemos um mundo em que as pessoas buscam incessantemente e a qualquer custo ter “sucesso” que é sinônimo de dinheiro, beleza, prestígio social, poder, e tudo aquilo que inflama o ego. Será que nosso conceito de felicidade não está equivocado? Se colocamos aí a nossa fonte de felicidade, ela também será temporária, perecível, como o são todas estas coisas...
Essa “perfeição” que a sociedade exige que tenhamos em todos os aspectos da vida nos faz loucos em busca de uma promessa irreal e falsa de felicidade. Todos já tiveram a sensação de obter algo material que queria muito e após conquistar e ter um instante de felicidade, qual a sensação? OK, e agora? – vazio – nova meta. Ou seja, é interminável, insaciável essa busca. Como o viciado que nunca se satisfaz, sempre quer mais e mais...
Então o que realmente importa na vida? Tenho refletido muito sobre o amor, que damos e recebemos. Porque quando estamos nessa situação de doença, nós e os outros sentimos emoções muito fortes, intensas, medos... E nesse momento demonstramos (a as vezes redescobrimos) o quanto amamos aquele familiar, o companheiro ou companheira. Parece que cai o “véu” do personagem que representamos nesta sociedade para sermos nós mesmos, na nossa essência, pequenos e vulneráveis. Alguém que admite precisar do outro, e o outro que admite precisar de ti. Viver estas emoções, estes sentimentos, não tem preço. Nessas horas sentimos paz no coração, sentimos alegria, nos sentimos vivos.
Mas será que precisamos esperar estes momentos emocionalmente fortes como doença, morte de um ente querido, etc., para demonstrarmos estes sentimentos? Para “baixarmos a guarda” e conseguirmos dizer: eu preciso de você, eu te amo? Para termos atitudes de cuidado, proteção, gentileza, carinho? Quantas oportunidades estamos perdendo todos os dias? E a má notícia é que o tempo é implacável. Ele não volta... (continua...)

Thaise Da Rocha Ferraz


24 de setembro às 14:52 ·

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amo mais do que chocolate!

Se existe uma coisa que se espalhou depois do avanço da tecnologia e do amplo acesso à internet, foram sem duvidas as frases de impacto!

Não lembro quando foi que ouvi pela primeira vez a frase comparativa que se tornou título do post de hoje, nem quando foi a última! Ela é usada por crianças com seus sotaques encantadores de quem está descobrindo as maravilhas da linguagem oral assim como por pessoas com idade suficiente para terem seus cabelos embranquecidos pelas experiências da vida...

Comi {fui intoxicada} pela primeira vez um chocolate aos 3 meses de idade, meu pai {que hoje não faz mais dessas} que ama ver crianças comendo me deu um ''Lolo" e eu nunca mais consegui apagar essa memória base! Ali, antes mesmo de ter um único dente na boca, já havia sido enfeitiçada pelo mestre dos magos... O chocolate!




Na adolescência assumi publicamente que era chocólatra! Fazíamos vaquinha de moedas entre os amigos para comprar leite condensado {todas as tardes} pra que eu fizesse brigadeiro {que aqui em São Borja se chama 'negrinho'} pra galera comer de colher...
Vivemos em um mundo que nos propõe uma ''socialização gastronômica"... 90% das comemorações envolvem comida, e eu, boa de garfo que sempre fui, adorava compensar minha fragilidade emocional no prato! Fosse ele de doce ou salgado.

Nunca em minha vida, nesses quase 30 anos no planeta Terra consegui fazer dieta! O amor ao corpo escultura, ao gatinho que estava sendo conquistado, aos elogios que toda leonina gosta de ganhar nunca foram maiores do que o meu amor pelo chocolate!

Mas a maternidade é algo que te deixa exposta diversas vezes, é na chegada de um novo ser que nos vemos obrigadas a nos despirmos de pré-conceitos, de criarmos novos hábitos mais saudáveis... Numa dessas batalhas, me vi encurralada! Ou largava de mão o escudo que o chocolate {pizza, lasanha, tortas, doces e afins..} representava e controlava realmente a dieta, ou teria que parar de amamentar.

Como a 2ª opção nunca foi levada em consideração, me joguei de cabeça numa dieta restritiva, e nos 7 primeiros meses, não houve sequer 1 deslize!
Aprendi inúmeras receita novas, acessíveis. Deixei de lado o pensamento de que tudo seria absurdamente mais caro e sem gosto. Passei a perceber que aquilo que eu tanto prezava no inicio da minha vida como mãe estava se perdendo... Um mundo novo se abriu pra mim, aprendi a fazer boas substituições {inclusive substituí 25kg pelas calças 36/38 da minha irmã}

Algumas dessas receitas quero dividir com vocês aqui no blog, são fantásticas e o melhor de tudo, são seguras para um alérgico comer {ou uma nutriz de alérgico}

Muitas pessoas me perguntam quando as meninas vão poder 'comer normalmente', e se há um tratamento ou remédio que elas possam tomar. A dieta faz parte do tratamento!! O leite materno também, nele tem anticorpos importantes para a saúde das meninas! Não sei se elas vão deixar de serem APLV, se a cura da alergia chegará ou quando isso acontecerá...

De tudo isso, a única certeza que tenho é que as amo mais do que chocolate!

sábado, 24 de setembro de 2016

Como é a gravidez de gêmeos vs como foi a minha gravidez de gêmeos

Ainda grávida li aqui sobre ''como é a gravidez de gêmeos'' e não consegui me identificar em quase nada! {diferentona}
8 meses de barriga, em uma viagem com a Academia de ballet da filha 
Então decidi comparar aqui trechos do texto original {que pode ser encontrado clicando no link acima}




''As técnicas de fertilização assistida são a principal causa do boom de barrigas dois-em-um nos dias de hoje''
Minha gravidez gemelar só não foi 100% natural por que estava tomando anticoncepcional quando engravidei!

''Os enjôos, o inchaço, a dificuldade para dormir, as alterações de humor e o ganho de peso costumam ser mais severos. ''
A gravidez das gêmeas, das 4 que tive foi sem dúvidas a mais saudável! Foi a que menos enjoei, não tive vômito nenhuma vez {exceto quando tive virose, no final da gravidez}

  "O corpo feminino reclama, afinal a natureza não o preparou para sustentar dois bebês ao mesmo tempo"
O que mais senti diferença foi a sobrecarga no soalho pélvico! {nos últimos dias} O aumento de peso foi praticamente o mesmo da gravidez do Natan {9 kgs na gravidez do Natan e 10kg na das gêmeas}

''As peculiaridades de dar à luz gêmeos começam bem antes de os bebês irem para casa, quando são necessários dois berços''
Não comprei dois berços, tinha um berço que era usado no ateliê e usei-o algumas poucas vezes para sonecas diurnas e algumas vezes para o primeiro sono da noite.... Fazemos cama compartilhada desde o primeiro dia de vida, onde no hospital, elas dormiram no meu braço, uma em cada lado! E assim mantemos até o dia de hoje, com quase 15 meses facilitando a amamentação noturna!

''dois colos''
Nem sempre tivemos dois colos por aqui!! A licença do pai durou 15 preciosos dias, e neles pude contar com dois braços a mais por 24h diárias, nem sempre eles embalavam as meninas... Por vezes eles me ajudavam com um copo de água no meio de uma mamada, ou lavando uma louça, preparando um alimento e inúmeras vezes me dando na boca enquanto eu amamentava! Esse colo extra, tive o prazer de compartilhar! Outros dois colinhos que foram {e ainda são} fundamentais foram os dos irmãos mais velhos! Mas nem sempre estavam disponíveis!

''fraldas que não acabam mais.''

Antes mesmo de engravidar eu conheci as fraldas de pano modernas, com elas economizo bastante em fralda! Praticamos higiene natural também, por conta da dificuldade de evacuar da Amanda nos primeiros dias de vida, foi uma opção que considerei importantíssima, apesar de não me cobrar tanto quando não consigo ''pegar'' os xixis e cocôs no vaso {ou penico}


"O médico precisa acompanhar mais de perto o desenvolvimento dos bebês e a saúde da gestante"
Iniciei o meu pré natal com 16 semanas {quando descobri a gravidez} das 16 às 36 semanas ia ao medico 1x ao mês! depois disso passei a ir de 15 em 15 dias e um dia antes delas nascerem haviamos combinado de eu ir 1x na semana.


 "O corpo feminino reclama, afinal a natureza não o preparou para sustentar dois bebês ao mesmo tempo"A única coisa que fiquei de diferente das demais gestações foi uma pequena hernia umbilical

''A grávida precisa estar preparada. Ou melhor, bem informada. Complicações como hipertensão, diabete, problemas renais e taquicardia são mais comuns quando se esperam gêmeos''

Realmente, a pré disposição à ter eclâmpsia falou mais alto, e acabei dando sinais de pré eclampsia durante a gestação das meninas, o que mais mudou foi o a retenção de líquidos, e consequentemente, o tamanho dos pés!


''E a necessidade de repouso também costuma ser precoce, surgindo lá pela vigésima semana de gestação. Isso porque, no caso desses bebês, há um alto risco de prematuridade.''
Trabalhei, dirigi, limpei a casa, tudo até o dia anterior ao nascimento das meninas, com 38 semanas

''Outra medida preventiva é aplicar uma dose de corticóides na mãe quando ela entra na vigésima oitava semana de gestação.''
Quando completei 32 semanas, fiz duas doses de corticóide para o amadurecimento do pulmão das meninas, como havia a probabilidade de nascerem prematuras achei prudente prevenir.

 "Para um parto normal, o ideal é que os dois bebês estejam de cabeça para baixo e que o primeiro da fila de saída seja o mais pesado... Como isso nem sempre acontece, atualmente, por medida de segurança, prefere-se que os gêmeos nasçam em cesariana. Mas não pense que o parto vai demorar o dobro do tempo. Serão quase os mesmíssimos 40 minutos de um nascimento único. É que os irmãos costumam vir ao mundo correndo um atrás do outro, com no máximo dois minutos de diferença.''
As meninas estavam pélvicas {sentadas} no dia anterior ao nascimento {na última consulta de pré natal} e a segunda gemelar virou, no dia de nascer, ficando de cabeça para baixo!

Como Amanda era a primeira gemelar a nascer, por que estava mais próxima do canal vaginal, e permanecia sentada, considerei a pouca experiência da equipe nesse tipo de parto em minha cidade e elas nasceram por uma cesariana intra parto {que acontece depois do trabalho de parto ativo} depois de pouco menos de 7 horas de uma das bolsas ter rompido. A cesariana durou mais ou menos o mesmo tempo do que as outras, e as meninas tem 40 segundos de diferença uma da outra...



Sobre respingos e reflexos


Sempre fui bagunceira, confesso! Sobretudo quando tem algo bagunçado na minha cabeça... Desde a chegada das gêmeas {talvez até antes delas nascerem de fato} larguei as rédeas da organização da casa pra não surtar de vez com a rotina enlouquecedora que é ter dois recém nascidos {em franco processo alérgico não diagnosticado por longos 7 meses} e isso afetou diretamente meus filhos mais velhos!
Deixei em 3º.. 4º plano a arrumação da casa e algumas práticas que mantinham tudo em ordem com mais facilidade! Como por exemplo a louça... Ela só era lavada quando dava! {normalmente quando obrigatoriamente eu precisava dela pra preparar outra refeição!} Me recusava a lavar a louça após o almoço/janta pelo simples motivo de que eu já passava mais de 1h lá com pelo menos uma cria no sling/carrinho/colo/chão/cadeirinha/ insira aqui outra opção que mantenha um, ou dois bebês quietos por 10min e não achava necessário ficar mais meia hora no mínimo por lá até limpar tudo!! Na verdade na grande maioria dos dias eu cozinhava, mas não conseguia comer, pq não dava tempo! Elas me solicitavam antes!
Fazia simplesmente o básico pra conseguirmos nos manter em um ambiente habitável... Nada muito além disso. Vez ou outra {quando o sono de uma delas contribuía - elas revezavam as sonecas diurnas AND noturnas!} rolava uma faxinona, com direito a jogar água ao som de engenheiros do hawaii... E na minha cabeça, esse pause era indiferente pra minha família...

Nossos filhos são nossos espelhos, isso é fato!!

Quando os filhos nascem todos nós ficamos procurando semelhanças entre os pequenos e nós. Mas somente enquanto são mini humanos {que dormem, mamam e eventualmente fazem alguma gracinha} pois assim que ficam 'taludinhos' e de fato, ficam assustadoramente parecidos conosco, queremos atribuir suas atitudes ao jogo de vídeo game que jogaram, ao filme de super herói que assistiram, ao desenho não tão educativo que acabaram olhando ou mesmo ao primo da vizinha, e nos negamos a perceber {ou admitir} que o comportamento que desaprovamos nada mais é do que o reflexo das nossas atitudes {mesmo as mais banais, como passar desodorante depois de já ter posto a blusa}
Se por um lado Natan evoluiu surpreendendo a muitos {não à mim, eu sabia que seria assim} com seu cuidado, atenção. zelo e amorosidade com as ''irmãzinhas'', por outro ficou ainda mais sentimental e bagunceiro, e isso nos dias de hoje meu irmão, desagrada geral.
Natan desagradou tanto na escola, que cheguei ao ponto de me sentir sem saída! Busquei a opinião de outras pessoas, algumas delas profissionais na área de psicologia, neurologia, e a única coisa que 'encontramos' até agora nessa investigação foi uma sinusite! Acho que ele herdou isso da mãe, de se bagunçar por dentro e exteriorizar! Os últimos anos {só livrou o primeiro ano de vida dele} foram de mudanças intensas na vida da nossa família, e as vezes até esqueço que vivi tudo isso em menos de 5 anos!

Contra fatos não há argumentos {dizem os portugueses} então à mim, só resta guardar a bagunça íntima que o pós parto traz e retomar as rédeas dessa loucura toda.
Ao infinito e além, aí vamos nós!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A auto-exposição



Preciso confessar que se tem algo que me blinda é a tal da auto-exposição!

Quando criei o blog, em 2010, não fazia a menor ideia do alcance que ele poderia ter.... Comecei a escrever abertamente, despindo-me em frente ao computador... Deixando transparecer todo meu sentimento, expondo muito do meu pensamento e do cotidiano da minha família... Isso pra mim era algo natural, de coração aberto e puro, não fazia ideia do quanto a maldade ganha força no anonimato!
Eu, que sempre dei minha cara a tapa, que sempre tomei a frente, que assumi desde sempre aquilo que disse, fiz e toda consequência dos meus atos, me vi vítima da maldade dos outros... Vi meus textos e fotos impressos, virando motivo de chacota por alguém que projetou suas frustrações em mim! Vi montagens feitas com as minhas fotos, fotos da minha família, de pessoas que eu amo... Foi triste, foi doloroso, e sei que ainda é uma ferida aberta pra mim...
Apaguei muita coisa, cheguei a tirar o blog do ar algumas vezes.. Mas vez ou outra encontro alguém que me mostra que nem tudo é em vão! Que diz que adora o que eu escrevo, que passa muitas noites insones navegando pelo blog... Que se viu em muitos dos meus textos, que minhas palavras a ajudaram de alguma forma e isso me aquece o coração!

Ainda não consegui voltar a escrever como antes, tenho receio, não só por mim, mas pelos meus! Até que ponto vale a pena expor minha família, meus filhos?? Uma das coisas mais difíceis de aprender nessa vida é proteger as emoções! Não nos ensinam na escola, não nos passam essa lição de casa!
A mentira as vezes é doída!

A transparência sempre foi uma característica muito marcante em mim, sempre busquei ser fiel à aquilo que acredito, sem desmerecer a crença do outro... E isso as vezes incomoda as pessoas... Principalmente aquelas que não aprenderam a respeitar a vontade do outro, tampouco a sua própria vontade!

Em contrapartida, ler um texto de alguém que nos inspira é tão maravilhoso! Conheci muita gente incrível através do blog, algumas dessas pessoas não mantenho mais tanto contato, mas levo no meu coração pro resto da vida! Ver as artes das amigas queridas que nos inspiram ou saber noticias dos filhos 'dazamigash' que o blog me trouxe é muito gostoso!

Os filhos mudam a gente, eles tem o poder natural de nos lapidar... Nos ensinam a sermos não somente ventania, mas também brisa leve {ou furacão! - depende da necessidade}
Tenho procurado aprender a ser sempre melhor! A dar pro mundo o que tenho de mais precioso, a dividir com todos aquilo que aprendi, e me permito aprender com as conquistas e dificuldades dos outros... Tenho tentado exercitar a empatia, e digo, tenho aprendido muito com isso!

Desde a chegada das gêmeas tenho buscado viver um dia de cada vez, valorizando cada experiência vivida.. Não é uma tarefa fácil! Inúmeras vezes me sinto sozinha.. Acho que é um sentimento muito comum entre as mães né?! Conseguir escrever um texto em um dia atarefado é uma vitória!
Aliás, sobre a rotina deliciosamente enlouquecedora de ser mãe de 4 crianças... logo vem post quentinho sobre isso!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cumplices de um resgate


Existe uma novelinha no SBT onde a história gira em torno de Isabela e Manuela, irmãs gêmeas, totalmente diferentes! Isso eu já sabia, afinal, o universo gemelar passou a fazer parte da minha vida ativamente... Soube da novela via facebook, em algum dos grupos de gêmeos que faço parte!
Que a meninada adora eu também já sabia.. O que eu não sabia é que o meu projeto de releitura das gêmeas mais queridinhas do momento iria ficar tão maravilhoso!!

As bonecas ficaram lindas!

São fáceis de fazer, gostosas de brincar, e essas da foto, decoraram a mesa de um aníver <3 br="" nbsp="">
Já fazia algum tempo que eu tentava encaixar aulas no meu retorno ao trabalho... Mas como voltei a trabalhar junto com as meninas, ou quando elas dormem, dando um passo de cada vez {passos felizes valem por 3, lembram??} dar aula era algo ainda muito distante da minha realidade!

Logo que surgiu a encomenda, surgiu também um workshop muito bacana, da Melodia Moreno, fundadora da Academia de Mães Empreendedoras, e uma lembrança de um convite de um amigo querido pra digitalizar meu trabalho pra atingir mais pessoas...

Então decidi que seria por esse projeto que iniciaria as minhas aulas online!
Pra quem gosta de costurar, o projeto das bonecas de pano custa R$50,00 cada

Está riquíssimo em detalhes, e é composto de molde + passo a passo!

Quem tiver interesse em adquirir mande e-mail para nina.nene@hotmail.com

Estou me reorganizando {já perceberam que tem marca nova nas fotos né?}, e em breve quero colocar vários projetos legais disponíveis pra vocês, bem como algumas vídeo aulas!

Catapora, e agora?


 Catapora, uma infecção viral altamente contagiosa com erupções semelhantes à bolhas que causam coceira, também chamada de varicela. Acomete principalmente crianças, ganhando o rótulo de uma 'doença de infância'.
É transmitida por gotículas respiratórias no ar, de mãe pra bebê durante a gravidez, parto ou amamentação ou mesmo por contato com a pele.

 Natan pegou catapora na escola antes das férias escolares iniciarem, os sintomas demoram em torno de dias após o contágio! No final de semana, ele foi passear com o avô, brincou bastante, estava um dia abafado, com ar de chuva... Voltou pra casa com dor de cabeça, achei que tinha exagerado na dose de correria, visto que criança na casa dos avós é bagunça na certa, não dei muita importância... Pedi pra que tomasse mais água e fosse descansar um pouco!
Naquele sábado dormiu cedo, imaginei que estava cansado de tanto brincar, cheguei até a ver uma feridinha nas costas, mas nada que me fizesse suspeitar de catapora!
Domingo fomos ao parque e lá, olhando minha cria se divertir nos brinquedos percebi uma bolsinha de água...
Vi na hora que se tratava de catapora!
Natan não teve muito forte, não deu febre, não reclamou mais de dor na cabeça e praticamente não se coçou! Foi o mesmo que não ter!
As férias se prolongaram por mais uma semana... Pra evitar espalhar o vírus escola afora!

Mas e as gêmeas???

Eu já sabia que não tinha o que fazer, não deixei ele isolado {já fiz isso com a Be quando minha irmã teve e não adiantou de nada! Aprendi a lição!}

Então aproveitamos que as férias seriam esticadinhas e curtimos muito mais uma semaninha fazendo atividades divertidas longe da escola!
Uma semana depois, Amanda apresentou as temidas bolinhas...
Deu forte na pequena, teve febre e ficou bem enjoadinha! Eu já estava até comemorando que tinha dado fraco na Helena... Mas foi a catapora mais forte que já vi na vida!
Não consegui contar quantas bolinhas ela teve...



Se no Natan havia usado apenas pasta d'água para aliviar os sintomas.. Nelas apelei até pra reza!
O negócio foi tenso! Da cabeça até a sola do pé, passando por dentro da boca, ouvido, regiões intimas...
De tudo que usei o que mais notei alívio foi realmente a pasta d'água... E é claro, o santo mamazinho do peito!
Banhos com sabonete de calêndula e permanganato de potássio... talco mentolado e pasta d'água foram nossos companheiros inseparáveis por 10 dias... Junto com o mantra 'vai passar'!

Agora, catapora só nos netos e na lembrança que alguma marquinha deixará!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A sementinha que virou ''brotinho''

Conforme a wikipédia Broto é a parte visível de plantas em estágios iniciais de desenvolvimento.
Muitos anos atras, 10, mais precisamente coloquei no mundo uma sementinha cor de rosa, pequeninha, delicada, frágil (pensava eu), reguei-a com muito amor! Cuidei-a com toda a dedicação do meu ser!

Minha mini sementinha, no dia em que chegamos em casa após longos dias no hospital

Com o passar dos anos, essa sementinha ficava cada dia mais linda, mais brilhante, mais forte, mais encantadora, mas ainda insistia em se esconder quando quem estava à sua volta não era a ''jardineira''.... O máximo que o mundo conseguia ver dessa sementinha, era alguma pintura que a jardineira fazia!


                          
Com o passar dos anos, a sementinha encontrou um solo fértil para crescer... A jardineira confiou sua preciosa sementinha à pessoas maravilhosas, que a regavam com bons princípios, com sabedoria, com respeito e sempre, sempre com muito amor!

domingo, 22 de maio de 2016

Complicada e perfeitinha



Desde o nascimento das gêmeas venho me sentindo assim, fazendo malabarismos pra não cair e me molhar inteira!
Os primeiros 5 meses foram de intensas cólicas, choros revezados, refluxo oculto, e infinitas noites (e dias) sem dormir! Amanda sempre foi um serzinho matutino! Antes mesmo de nascer, já fazia mil posições de yoga na barriga fazendo a mamãe aqui levantar pra ela ir aplaudir o sol! Helena por sua vez, sempre foi mini boêmia! Gosta mesmo é da vida noturna e todas as delicias que ela traz! Ainda na barriga cada vez que a lua erguia no céu Helena bailava em seu palco particular...Quando nasceram não foi diferente! Raras foram as vezes ao longo dos primeiros meses que elas ficavam acordadas juntas! Isso teve um saldo positivo (sindrome de Pollyana) Muitas vezes pude aproveitar o momento! O saldo negativo é meio óbvio..se um bebê acorda enquanto o outro está dormindo, não sobra tempo nenhum pros pais descansarem ou comerem, trabalharem!
Momento raro das duas dormindo juntas em casa!


Deixa eu te contar algo sobre ter gêmeos... a parte chata e que quase ninguém fala, por medo de ser mal interpretada... é terrível ter dois bebês (ou mais) pra dar atenção e não conseguir... Choro só de lembrar nos dias de vacina ande eu tinha que largar a que tomou vacina primeiro.. ainda angustiada pela dor da picada da agulha, pra segurar a outra que precisava tomar logo a bendita ''picadinha'' pra dar lugar ao próximo da fila sem conseguir acalmar, acalentar direito nenhuma das duas! Zilhões de vezes saí da sala de vacinação com as duas bebês plugadas nos dois peitos como uma ventania, procurando refugio pra acalmar as minhas crias!  As dificuldades que encontramos são inúmeras, e vão de coisas esporádicas como a vacinação, à coisas rotineiras como escolher qual bebê que vai ficar no bebê conforto de cima enquanto se faz compras no super mercado (aproveitando o tempo em que os filhos mais velhos estão na escola)...



Assim, com mil tarefas por dia, conseguindo cumprir com muita dificuldade só metade (ou menos) delas, aprendi que se eu vivesse um dia de cada vez tudo ficaria muito mais fácil!


Depois do sexto mês de vida delas (que veio junto com a construção do quartinho delas, visitas e um calor de 47º) começamos a introdução alimentar.. a primeira frutinha.. banana! Que alegria vê-las comendo com suas próprias mãozinhas, método blw sendo explorado por elas e por mim! até a primeira troca de fralda... Uma assadura
Suspende banana e dá laranja!


Aceitou bem.. dá outras frutas, legumes, verduras, volta a dar banana.. reação outra vez!



Eu pensava desde o inicio de vida que elas tinham alergia à fralda descartável, já usava fraldas de pano alternadas com as descartáveis! Mas as assaduras eram constantes e incuráveis! Era algo extremamente frustrante e cansativo! Por que por mais que a fralda fosse substituída muito antes de ficar 'molhada' as assaduras não sumiam...

Então um belo dia, estava com a Amanda no sling fazendo iogurte caseiro (com Kefir) e ela já estava entediada! Lavei a colherinha que usei para coar os cogumelos e dei pra ela brincar até eu terminar o que estava fazendo... Ela colocou a colher na boca e em questão de segundos já começaram a aparecer manchinhas no seu rosto!

Desconfiei da Alergia do Leite!

Já tinha lido nos posts do blog Potencial Gestante sobre APLV (Alergia da Proteína do Leite de Vaca) E fomos seguindo essa linha de investigação!
Ainda estamos em fase de testes!Cortei todo leite e derivado da minha dieta, bem como traços e contaminação cruzada!
Já notei melhora no refluxo da Helena e na dermatite da Amanda, que tinha piorado MUITO depois da vacina de 9 meses...

Agora é seguir vivendo um dia de cada vez, sempre lembrando de agradecer por essa vidinha, complicada e perfeitinha, que é só minha....

Já comecei a testar receitinhas livres de leite e logo venho compartilhar com vcs!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Inspire-se


" O que vale a pena ter, vale a pena esperar ''


9 meses 'dentro' e 9 meses 'fora'

Quem aí também gosta de uma foto no estilo antes/depois??

Tem alguma foto assim? manda pra gente! nina.nene@hotmail.com

sábado, 9 de abril de 2016

Amamentando minhas gêmeas

Como já contei aqui no blog, amamentei meus dois filhos mais velhos em livre demanda (LD) exclusivamente até os seis meses de vida e prolongado até mais de dois anos! Foi sem dúvida uma das grandes delicias que a maternidade me proporcionou, ver meus filhos nutridos por mim crescendo fortes e saudáveis fez toda dificuldade valer a pena...
Com as gêmeas não queria fazer diferente... me preparei durante toda a gravidez, principalmente para os comentários que viriam... O pós parto já é algo complicado por si só, um mix de sentimentos 24h por dia (literalmente por que a privação do sono é grande com dois bebês) e aprender a filtrar esses comentários, vindos de várias direções diferentes se faz fundamental!

Na maternidade fui privada do contato pele a pele na primeira hora de vida, (leia mais aqui ) e o cansaço do pós parto sem conseguir respeitar o tempo de repouso que meu corpo precisava no final da gravidez e inicio de vida delas como contei aqui acabei dando bico artificial pras duas...
Helena - 3 semanas
Amanda - sob o olhar apaixonado do mano

Foi um dos meus grandes arrependimentos...


Elas já não chupam mais bico desde os 5 meses, e já passamos da fase da aleitamento materno exclusivo (AME), hoje elas mamam em LD (livre demanda) sem a introdução de leites artificiais (LA) nem leite de vaca na dieta delas...

Algumas coisas me ajudaram muito no processo todo da amamentação, outras me atrapalharam muito, e hoje, vou contar pra vocês um pouquinho sobre isso!

Ao sair da maternidade já ''ganhei'' uma receita de complemento, mesmo falando que a minha opção era por AME, e junto com a receita veio da pediatra a frase muito ouvida pelas puérperas... '' Pra caso precise''
Na primeira consulta de rotina,  com poucos dias de vida outra receita de complemento e um alerta para o peso... (Que não estava ruim, diga-se de passagem)

Na consulta de um mês, troquei de pediatra... A que recepcionou as gêmeas atende pelo convênio, achei que indo pelo SUS no posto de saúde seria diferente a realidade, mas me enganei!
Lá encontrei uma pediatra super novinha, meio ''sem jeito'' até pra pegar as gurias no colo pra pesar e medir, e fazer o exame clínico... Durante a consulta ela me perguntou se eu estava complementando.. e eu disse que não,  enquanto o pai vestia a segunda gemelar, eu amamentava a primeira que havia sido examinada e ela, sem perceber esse detalhe me fazia as perguntas...  Questionou então o intervalo e a duração das mamadas, respondi simplesmente que não sabia, pelo fato de não contar! São apenas números, e como diz o mestre Humberto ''e eu, o que faço com esses números??''

Na consulta de dois meses retornamos para a pediatra que acompanhou o nascimento delas, e ela mais uma vez nos passou uma receitinha de complemento, me orientando a dar o complemento após ofertar o seio... Mas que eu precisava entender que o peso dela (Amanda) estava preocupante (na verdade a curva dela estava ótima... crescendo, por isso até então, EU não estava preocupada) e que o complemento só iria nos ajudar blá-blá-blá-whiskas sachê. Peguei a receita e fugi da pediatra, só retornei lá quando as meninas completaram 8 meses.. Continuei medindo e pesando no posto de saúde, observando toda a evolução delas...
Na consulta do retorno (8 meses) expliquei pra pediatra o motivo de eu ter sumido, não sei se ela percebeu o quão nociva é aquela simples receita... Mas que eu tentei explicar, ah, isso eu tentei! Por fim ela disse que o desenvolvimento das gurias está ''Surpreendente'' tudo maravilhoso, continue assim, dando peito e oferecendo uma boa alimentação e muita água!
Amanda, com 2 meses, em sua última visita ao pediatra!

Sou da turma que acredita em teoria da exterogestação... o primeiro trimestre do bebê é uma total adaptação, portanto o mais delicado de todo o restante da sua vida! Aqui fora é tudo muito novo, é tudo muito grande, muito barulhento, muito claro... Muito diferente de como era ''do lado de dentro''.
O peito da mãe é acalento... é no colo da mãe que desejamos estar quando o negócio fica preto! Então aqui em casa o peito sempre funcionou como conforto também!! é o nosso ''calmante natural''
Muito além de saciar a fome e a sede, o leite materno tem a função de acalmar... de proteger (não só com os inúmeros e imprescindíveis anticorpos que ele fornece, mas também proteger do medo, do desconhecido)

Fico a me perguntar, o que sacia a mãe?? o que a acalma?? o que manda embora todo medo, angústia e insegurança que nasce junto com o novo bebê?? Insisto em bater na mesma tecla, a da rede de apoio, que não deveria ser fraca, mas é! As pediatras que nos atenderam foram o meu ponto fraco, muito mais do que os parentes (mãe/pai, avó, tia, prima etc e tal) com seus comentários sem noção como ''As gurias estão lindas, mas tu tá acabada''... ''Minhas netas estão sugando a minha filha''... ''Credo, mas pq tu não dá uma mamadeira pra elas pra poder dormir durante a noite?''
Ainda falando sobre a rede de apoio, ressalto aqui a importância do pai das gurias nesse processo, talvez, se não fosse o apoio dele e dos meus filhos mais velhos, não tivéssemos conseguido chegar onde chegamos, à eles, sou eternamente grata!
O que eu quero dizer com tudo isso? É que o fator psicológico pode ser um grande aliado, ou uma baita pedra no sapato! Por isso, procure filtrar o que ouve, e se possível, mantenha distância de pessoas com uma postura negativa!

No inicio o peito empedrou, acho importante falar, que mesmo tendo feito cesariana intraparto, não tomei nenhum remédio para aumentar a produção de leite!
Sempre tive uma grande produção de leite, na verdade tenho sérios problemas com relação à isso.. cada vez (mesmo quando não estou amamentado meus filhos) que ouço o chorinho de um bebê meu peito enche de leite! Isso já aconteceu várias vezes, na verdade perdi as contas! (e esse é um dos motivos que eu evito visitar bebês - é muita ocitocina minha gente!)
No segundo ou terceiro dia meus seios já pareciam duas melancias duras, quentes e transbordando mamazinho... algumas das coisas que me ajudaram muito foram a conchinha de amamentação e a esgotadeira!
Sem elas os seios ficavam cheios de mais e dificultava a pega das gurias, principalmente da Amandinha complicada e perfeitinha
Antes de amamentar as gurias dava uma esgotada para esvaziar um pouco a mama, principalmente nos dias em que o cocô delas ficava mais esverdeado (mostrando que elas haviam ingerido mais leite anterior, e pouco posterior) e isto ajudou muito! Eu normalmente tirava uma esgotadeira cheia de cada seio mesmo com elas mamando...
(Só tome cuidado com a conchinha, pq o alívio acaba sendo tão grande que a gente esquece que está com a bendita dentro do sutiã, e ela tem uma abertura para ''respirar'', se você se abaixar, ela vai molhar toda sua roupa hehe)
Outro cuidado fundamental é a higienização da mesma, para evitar a proliferação de fungos e acabar piorando a situação do seu seio!
Lá pelo terceiro mês de vida delas, deu uma regularizada na quantidade de leite... passei então a usar a concha esporadicamente, e quase já não esgotava mais!
No quinto mês, veio um pico de crescimento junto com salto de desenvolvimento, um esgotamento geral da nação, unido com visitas e obra dentro de casa, tudo isso, debaixo de um sol de 46º Sãoborjense! resultado.. uma mamação infinita, um desespero por colo, peito, aconchego e dois seios esfolados, ralados como joelho de criança que esqueceu a hora de voltar pra casa e brincou até tarde na rua...
Nesses momentos a concha ainda é a minha melhor amiga, ela faz com que o mamilo fique livre, sem encostar na roupa, e dá um baita alívio nos coitados que trabalham dia e noite para nutrir as minhas bebezudas lindas!

No  inicio não é fácil mesmo gente, perdi as contas de quantas vezes adormeci com as duas no peito sentada na cadeira de balanço (que durante os 5 meses de choros alternados durante a noite toda, acabou virando meu habitat natural). Não sei contabilizar quantas refeições na boca ganhei do marido enquanto as amamentava, quantos litros de água bebi sentada na cadeira ninando meus nenês! Mas ver o quão saudáveis elas são, o quão bem nutridas, ouvir da pediatra que o desenvolvimento delas é surpreendentemente bom faz absolutamente todas as privações terem um sentido! Faz ter vontade de seguir.. de continuar ofertando todo meu amor em forma de líquido precioso pra elas!
Em tempo... peloamordosdeuses, mães que não amamentaram, seja por escolha ou por falta de opção, não estou dizendo de forma alguma que vcs não amam seus filhos! isso é um absurdo!! amor é algo tão sublime que não pode ser medido! Se eu pensasse assim, jamais acreditaria na força do amor, no poder da adoção por exemplo!

Aprendi a otimizar o tempo durante as mamadas, aproveito para usar a internet pelo celular enquanto amamento as duas!
Essa na verdade é outra dúvida bem frequente...
Muitas pessoas me perguntam se eu amamento as duas junto ou separado... Depende muito do momento! Na grande maioria das vezes amamento as duas junto.. Isso otimiza o tempo, mas já houve épocas em que os horários delas era ABSOLUTAMENTE diferente! Enquanto uma estava acordada mamando a outra estava dormindo, e eu podia afogar jogando leite na cara da bichinha que ela não acordava de 'jeito maneira' pra mamar... (o que me fazia amamentar praticamente 24h/dia)
Sempre procurei amamentar em todas as posições em que meus braços suportam o peso das duas! Amamento em pé, caminhando, sentada, deitada.... E o peito é multifunção aqui em casa, é o nosso calmante natural! choramingou?? ''dalheteta!''

No facebook existe um grupo chamado GVA- grupo virtual de amamentação, lá tem muito material de qualidade para sanar distintas dúvidas, relatos de experiências maravilhosas.. isso ajudou bastante!
Amanda e Helena, com 10 dias de vida (as mãozinhas sempre juntas <3 i="">

Helena e Amanda, curtindo uma soneca da tarde enquanto a mamãe estica o esqueleto

Helena, mamãe e Amanda, em nosso habitat natural! (5 meses e alguns dias!)

Helena e Amanda, unidas comemorando 6 meses de amamentação exclusiva

Heleninha, em sua primeira mamada, com aproximadamente 3 horas de vida extra uterina

Amandinha, mandando um recado pro sistema!

Helena e Amanda, mamando enquanto a mamãe usa a internet e espera elas dormirem bem para colocá-las no berço e seguir passando a montanha de roupas limpas <3 br="">

Amanda e Helena - aos 6 meses

Helena, mamando até de ponta cabeça - 7 meses
Completamos hoje 9 meses e 1 dia amamentando em livre demanda as minhas filhas!
Deixo com vocês o registro fotográfico de alguns dos nossos inúmeros momentos nesses 277 dias, espero que gostem!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Inspire-se!


Quem aí ama barriga de grávida levanta a mão \o/

Eu, particularmente sou doida por barrigão!! As fases mais lindas da minha vida foram durante minhas gestações! Me sentia linda e plena!!

Procurei algumas imagens no pinterest e guardei numa pastinha aqui no computador...
Hoje decidi compartilhar com vcs!

Se você sabe de quem é alguma das fotos aqui, por favor, me avise que dou os devidos créditos, caso você tambem tenha alguma foto pra compartilhar conosco pode mandar por e-mail ( nina.nene@hotmail.com ) ficaremos felizes em publicar!!